"Abel caiu, mas o Beira-Rio continua lindo"

"Abel caiu, mas o Beira-Rio continua lindo"

Por Sam Brito

Caiu mesmo, meu caro Tino. Abelão não é mais o técnico do Flamengo chocando um total de 0 pessoas e 3 reptilianos. E este texto que à princípio tinha sido pensado para analisar fortemente – criticar – o desempenho do ex-técnico rubro-negro à frente da equipe, se vê como uma simples cartinha de adeus ao ex-comandante.
Eu já tinha dito há um tempo, que pra mim, nem de longe esse Abel atual se parecia com aquela figura que nos acostumamos a rivalizar no tricolor carioca, por exemplo. Salvo 1 ou 2 jogos, a apatia que o treinador demonstrava principalmente nas coletivas, alternando elogios ao adversário, ao estádio do adversário ou pior – à equipe do Flamengo em partidas que claramente tinham sido mais desastrosas que as tentativas de cruzamento do Pará – eram sinais de que algo de errado não está certo.
Analisando mais friamente,  a comemoração entusiasmada dos jogadores com o técnico na vitória sofrida contra o Athlético-PR pelo Brasileiro, hoje soa mais como uma despedida antecipada do que apoio puro e simples. Segundo o próprio Abel, por mais que BAP e cia dessem respaldo oficialmente a ele, rolava nas internas um processo de fritura que eclodiu no famoso “leva e traz” de além-mar. A passagem como técnico em terras portuguesas lhe rendeu bons x-9’s que bateram o fio quando o flerte com o lusitano Jorge Jesus começou: “Sempre estive preparado para as grandes pressões e os grandes momentos. Sempre me dei bem com isso. E me habituei a encarar esses desafios de cabeça erguida. Mas jamais estive preparado para covardias e articulações. O que não suporto é traição.”, disse Abel na despedida.
Embora a saída tenha sido antecipada pelo próprio profissional e não pela diretoria – pelo menos, diretamente -, Abel encerrou sua segunda passagem pelo clube com menos de seis meses após a assumir a equipe, porém com números relativamente bons: em 32 partidas conseguiu 19 vitórias, oito empates e cinco derrotas, o time está na disputa das oitavas de final pela Copa do Brasil e Libertadores, e em sexto no Brasileiro. De títulos, o treinador conseguiu o Carioca e a grande competição mundial, “Copa Mick”.
Isso fora de campo para matemático entender. Porque dentro dele, o dialeto entendido nas arquibancadas, o retrospecto de Abel não foi nada bom: um time que só joga em um dos tempos, escalações altamente controversas que beiram o favoritismo de A por B, fetiche em substituições com atacantes e outros momentos que só não causaram resultados realmente ruins por causa dos lampejos de talento individual de alguns jogadores.
Marcelo Salles assume a equipe como técnico interino até a maravilhosa pausa da Copa América Nunca Critiquei, enquanto a diretoria de Landim não anuncia o nome do novo comandante.
E pra você, qual seria o nome ideal pra equipe?

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