Adeus Copa do Brasil

Adeus Copa do Brasil

O roteiro foi o mesmo de outras vezes: Flamengo só precisava fazer o feijão com arroz dentro de casa, com o apoio em massa de 70 mil torcedores, só isso. Uma vitória simples e olá semifinal. Uma vitória simples e seguiríamos embalados para o próximo desafio. Mas o jogo começou com um espetáculo lindo da torcida do Flamengo e terminou com meia dúzia do Athlético-PR imitando o Gabriel Barbosa e fazendo menção ao “cheirinho”. Uma despedida frustrante.

O Flamengo não perdeu nos pênaltis, ele perdeu aos 11 minutos quando Arrascaeta sentiu a coxa direita. Com a saída do camisa 14, estrela de uma das maiores partidas que o time fez quiçá desde os 5 a 4 contra o Santos, o time sentiu. Até dominou parte do jogo, mas as fragilidades ficaram bem evidentes. Diego Ribas e Everton Ribeiro não tiveram um grande dia – o camisa 10, então, dói o peito só de lembrar. Gabriel Barbosa marcou mais uma vez e também não conseguiu ficar na sua mais uma vez. Além de tomar um cartão amarelo APÓS O TÉRMINO do 1o tempo e ser motivo de chacota de todo o time adversário, o camisa 9 ainda ficou irritadinho na coletiva pós-eliminação.

Vitinho, que entrou no lugar de Arrascaeta, participou da jogada que resultou no gol aos 17’, mas novamente teve uma atuação que passou longe de algo que justifique os 54 milhões de reais nele investidos. Valor este bem próximo ao prêmio perdido se o rubro-negro ganhasse a competição e a pergunta é: Vitinho vale uma Copa do Brasil? – fica a reflexão.

Lincoln substituindo Bruno Henrique, lesionado no tornozelo, teve uma atuação discreta com um breve lampejo aos 15 minutos quando meteu uma bola na trave, mas não passou disso e foi substituído no 2o tempo por Berrío. Rodrigo Caio se mostrou mais consciente do seu papel na zaga, já Leo Duarte, por outro lado, fez a torcida se perguntar “quando o Marí vai estar pronto pra jogar?” Cuéllar teve uma atuação ok, nada excepcional a ponto de jogar na Europa, mas suficiente pra mostrar que deve sim ser titular. E Rafinha, dessa vez sem lençol, oscilou ao longo da partida.

Mas o pior ainda estava por vir e aos 32 min do tempo final, Rony empatou o jogo: 1 a 1.

PÊNALTIS:

Diego Ribas – Assim como o mau presságio que eu senti quando vi Arrascaeta fazer uma careta do tipo “quem tirou a cúmbia pra tocar sertanejo universitário?”, foi a hora que Diego “Relações Públicas só reclamo com a mão pra trás e o gel no cabelo em dia” abriu as cobranças. A pergunta é: como um jogador que tinha o retrospecto de 5 pênaltis perdidos em 13 cobranças é o PRIMEIRO a bater se na lista de batedores ele é a 6º ou 7º opção? E embora estivéssemos sim sem Arrascaeta e Bruno Henrique é inevitável questionar: ele se colocar como primeiro batedor foi burrice, covardia ou arrogância? E ainda bater em uma quase cavadinha no centro do gol? Primeiro pênalti perdido, psicológico da equipe lá embaixo.

Vitinho – Vamos piorar um pouco a situação e colocar Vitinho pra bater após um pênalti perdido. O cara dá uma escorregada literal na batida e manda por cima do travessão.

Cuéllar – Terceiro e único a converter. Chute rápido, certeiro, sem firulas.

Everton Ribeiro – No dia que nada dá certo, até Everton entra na roda. Terceiro pênalti perdido e o momento que a torcida já olhou pra saída do Maraca.

Diego Alves – O goleiro que completou 2 anos de Flamengo com a bagagem de já ter pego até pênalti de CR7, defendeu uma cobrança, mas ficou nisso.

O Athetico-PR estragou a festa de 70 mil torcedores e pegará o Grêmio na semifinal pela Copa do Brasil. O Flamengo terá poucos dias pra se reerguer do trauma da eliminação e focar no próximo jogo pelo Brasileiro contra o Corinthians no domingo e na volta da Libertadores no dia 24, contra o Emelec lá no Equador.

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