" Além dos limites da vitória"

" Além dos limites da vitória"

E aí, Nação Rubro Negra… Tudo bem com vocês? Sou o André Zotês e estamos de volta em mais um Bardo Rubro Negro, dessa vez pregando a palavra de Jesus.

Final de semana passado confrontamos pelo Brasileiro, o bem treinado Fortaleza de Rogério Ceni que havia acabado de ser campeão da Copa Nordeste. Eles vieram com um time cheio de reservas. Qual era a nossa obrigação? Vencermos, lógico. Jogamos no Engenhão (me recuso a chamar Nílton Santos), devido a um acordo para a não utilização do Maracanã para preservação do gramado para a Copa América. Houve aquele debate em ir ou não com equipe titular, mas a verdade era que de qualquer maneira, o nosso elenco é superior tecnicamente. E fomos com apenas Trauco e Arrascaeta de diferentes do usual.  Vencemos, mas a questão não foi somente essa.

Fizemos uma boa partida com a bola sendo bem tramada entre os nossos meias, várias trocas de passes, triangulações e infiltrações. Chegar à área adversária ficava fácil, mesmo com a defesa postada. Diego estava atuando junto com Arrascaeta (Bruno Henrique poupado com dores) por um período maior no jogo, um desejo antigo da torcida e, com isso, quebrando idéias opositoras. Trauco (Renê poupado pelo mesmo motivo que Bruno Henrique) estava tendo oportunidade de mostrar que podemos sim, sermos mais ofensivos e criativos sem sermos kamikazes. Estávamos tendo uma boa atuação, enfim. E aqui estou analisando a nossa equipe, independente do oponente. Importante frisar isso.

Então, veio o embate com o Corinthians pelas oitavas da Copa do Brasil. Tínhamos a vantagem do empate e todos nós sabemos que isso para o Fla nem sempre ajuda. Sabíamos que os paulistas teriam que “sair da casinha”, estilo tradicional deles e que o técnico Carille tem até mudado um pouco isso. E realmente, eles jogaram muito bem, talvez a melhor partida até aquele momento. Só que a gente teria a volta de Renê na lateral, ganhando um pouco mais de consistência defensiva e Bruno Henrique na frente, ganhando em velocidade e profundidade, principalmente para os possíveis contra ataques que surgiriam. Quem ficou de fora foi o Cuéllar, entrou Pires. Aliás, Arrascaeta e Trauco também. Os três foram para suas seleções.

Num jogo bastante disputado por ambos, não fizemos uma boa apresentação como contra os cearenses. Certo, estávamos diante de um grupo melhor, porém aqui volto a dizer que estou analisando o nosso lado apenas. Se antes tivemos um belo desempenho, agora estávamos tendo um excelente resultado, pois cirurgicamente, Rodrigo Caio (fazendo jus à sua vinda) decretou a eliminação deles e nos deu a vitória. Dessa vez, sem Arrascaeta, Diego não funcionou. Nosso meio perdeu criação e ficou perdido. A defesa sofreu pressão e o ataque não recebeu tantas bolas. Mas, se anteriormente o individual engrandeceu o coletivo, nesta situação, ocorreu o inverso. Realmente, a sacada do interino Marcelo “Fera” Salles em segurar o Arão mais atrás, o deixar ir só na boa, acertou um pouco a defesa. Nos reorganizamos taticamente e aí sim, o grupo fez cada um melhorar o que precisava. Pires (para não sentirmos falta de Cuéllar, tem que ter mais chances) se reencontrou, Pará acertou mais que Renê – que acabou por se desdobrar já que Bruno Henrique não se apresentou tão bem, talvez ainda sentindo dores – e os demais estiveram na média, com destaque para o Diego Alves e Éverton Ribeiro positivamente e Gabriel Barbosa, negativamente.

E Jesus chegou e está entre nós. Caberá a ele a missão de equilibrar justamente o que abordei aqui hoje: desempenho e resultado. Trazer paz à Terra e aos homens de rubro negro. Porque além dos limites da vitória, está a chave para agradar arquibancadas, redes sociais, diretoria, imprensa, elenco e a si próprio. Que o Fla x Flu de amanhã não seja um “Ai, Jesus!” e sim de glórias porque ele estará vendo…

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