"Copa do Brasil na cabeça"

"Copa do Brasil na cabeça"

Flamengo deu o pontapé inicial na Copa do Brasil com uma vitória por 1 a 0 contra o Corinthians. A partida – apitada pelo Anderson Daronco, o juiz fortão que certamente teria um papel garantido num remake de Loucademia de Polícia como o tenente durão que pegaria no pé do policial Mahoney – não foi em NADA empolgante. Isso porque já virou rotina o time do Flamengo carregar sua bateria para jogar apenas um dos tempos regulamentares e geralmente o escolhido é o 2º.
Pra se ter uma ideia a primeira chance real de gol do time do Flamengo aconteceu aos 13’ com Léo Duarte em uma cabeçada – seria um presságio do resultado? Os supersticiosos piram. Depois disso, você interromperia o seu jogo de cartas apenas aos 29’ com menino Éverton Ribeiro num momento “O que eu faço com essa bola aqui? Decidi, vou chutar”, mas não passou disso. O time errando horrores em troca de passes com falhas gritantes de armação – só não mais gritantes que Abelão (retomou o apelido nesse jogo) rugindo vermelho fora do campo e com razão. E do outro lado, o time do Corinthians também com uma atuação pífia tendo o fantasma do Vágner Love perambulando pelo campo e não assombrando em nada o goleiro Diego Alves – pra nossa sorte, já que o suposto titular do gol do Flamengo andou nos dando vários indícios que sua titularidade é bem questionável por motivos técnicos e disciplinares.

O segundo tempo também parecia não prometer muita coisa. Um momento de tensão rolou com o Léo Duarte que após uma dividida ficou caído no chão e depois voltou mordendo um papel com a mesma força que eu aperto as mãos cada vez que Pará toca na bola. A mudança de chave só veio acontecer aos 26’ com a entrada de Diego no lugar do Arrascaeta – que mais uma vez esteve bem abaixo do esperado. O camisa 10 novamente agarrou a oportunidade na luta pela posição e logo de cara colocou Bruno Henrique na cara do gol, mas a noite não era do artilheiro do Flamengo. Bruno correu o jogo inteiro, voltou pra marcar, tentou, porém não acertou nas finalizações.
O grande momento da noite seria mesmo aos 33’ quando ELE que tem nome de príncipe, viria montado no seu cavalo branco cavalgando despercebido pela zaga corinthiana e cabecearia a bola adormecida com seus cachos mágicos: WILLIAN ARÃO. Gol. E frases como “Arão, nunca critiquei” choveram mais na internet que a própria chuva no Itaquerão. Aos 37’ Abel fez a segunda substituição colocando Vitinho no lugar de Gabriel, mas o jogo ficou nisso: 1 a 0 para o Flamengo, o único time a vencer na noite. Lincoln ainda entrou, mas sem tempo para nada.

O jogo de volta é no dia 4 de junho, aqui no Maraca e temos a vantagem de um empate. No meio desse calendário maluco de 3 competições, o técnico Abel vai ter que outra vez pensar em suas escolhas e ver qual é a prioridade agora já que a Libertadores só volta em julho. Lembrando que a Copa do Brasil é a competição com maior premiação: uma bagatela de R$70 milhões ao time vencedor. Eu já estou com meu ingresso comprado – terei que ir de leste inferior porque superior já estava esgotado.

Notas de rodapé:

“Baguncinha gostosa”: Menino Cuéllar, aquele que tomou o lugar de Shakira no Top 1 de colombianos mais amados do Brasil e que sempre me dá a impressão de que está se transformando em um lobisomem ao longo das partidas, mostrou mais uma vez ser uma referência dentro de campo para o time do Flamengo e fez uma grande partida.

“Sem tempo, irmão”: Gabriel Barbosa, que felizmente retirou a alcunha de Gabi Gol porque gol ali é uma coisa que tá custando a acontecer (AH MAS ELE É O SEGUNDO ARTILHEIRO DO TIME DO FLAMENGO E SÓ FICA ATRÁS DO BRUNO HENRIQUE). Amigx, pra um jogador que veio a peso de ouro como ele ganhando R$1,25 milhão POR MÊS, era pra cada partida dele pelo Flamengo ser proporcional ao número de mortes por episódio em Grey’s Anatomy. Mas na verdade, a minha crítica maior vai para a postura debochada, sonsa e reclamona que o ex-futuro cunhado do Neymar anda tendo em campo. Já que também de acordo com os números, ele é o segundo jogador do Flamengo em cartões. Então Gabriel, baixa a bola -ou joga mais bola – e manera na tinta preta da sua barba que também já tá feio, por sinal.

Sam Brito, estreando sua coluna aqui, a “Fala, Sam!”

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