Domingão Sertanejo

Domingão Sertanejo

Pra não perder o horário do jogo contra o Goiás (como já aconteceu algumas vezes em que o Flamengo jogou às 11h), coloquei o despertador pra tocar cedo.

E ouvindo aquele som irritante me perturbando… domingo de manhã… me lembrei que Goiás é a terra de outro som irritante…O sertanejo.

Só por causa dessa coincidência resolvi escrever esse texto de uma maneira diferente.



“Não sei se dou na cara dele ou bato em você”

Foi como a Fla Twitter reagiu quando o JJ deixou o colombiano mais querido do Brasil no banco. Mas eu não!!! Eu defendi o nosso “bosse” de toda a FlaTT. Pode me chamar de apóstolo de Mister.

Arão não jogou mal, porém todo o sistema facilitou o trabalho de marcação do nosso camisa 5.

 

“Pense em mim, chore por mim, liga pra mim, não…não liga pra ele”

 

Rafinha.

Ao ler este nome meu cérebro já abre um sorriso. Toda vez que eu estiver em uma situação chata e desconfortante falarei em voz alta:

“Rafinha”

Só em saber que não terei que ligar pra Avenida Rodnei ou Pará e suas decisões loucas em campo, já fico pulando de felicidade que nem touro em Barretos. Se bem que não é bem por felicidade que o bicho pula. #tenso #protejaosanimais.

 

“Ela me abraçou, me deu um beijo de mel. E ficou debaixo da aba do meu chapéu”

Foi o cartão de visitas do nosso novo lateral. Ao saber que usar chapéu ainda é moda em Goiás, tratou logo de distribuir alguns no primeiro tempo.

A diferença de ter um lateral realmente bom em campo é absurda. Aguardando novas demonstrações de categoria.

 

“Menino da porteira”

 

Logo aos 6 min, O menino Arrasca abre o placar e a porteira de Goiás!

Em uma jogada de marcação alta, o Flamengo toma a bola no campo de ataque e sobra pro jogador mais desdenhado da imprensa paulista.

 

“Vamos dar as mãos! 1, 2, 3…O Rodrigo erra o passe, e gol do ex!”

 

Mais uma paçocada da nossa zaga. Rodrigo Caio erra ao recuar a bola e dá uma  linda assistência para o Kayke empatar o jogo.

Só de me lembrar que isso já aconteceu algumas vezes neste ano me dá uma mistura de medo, tristeza, raiva… Ahhh que ódio…

 Rafinha…

 

 Pronto… passou… Estou me sentindo melhor

 

“É na sola da bota, é na palma da …(bota)”

 

Lembrando dessa clássica música eternizada pelo triangulinho, (Quem não souber do que estou falando, pesquise triangulinho no youtube) Bruno Henrique aproveitou o bate-rebate na pequena área e desempatou a favor do Mengão!

 

“Uma deusa uma louca uma feiticeira…ELE É DEMAIS!”

 

E antes do primeiro tempo encerrar, “Arrasca Eita!” faz mais dois gols. Um dentro da área após a assistência do Gabriel, e o segundo que ele quis chutar, mas disse que na verdade quis cruzar, mas eu prefiro acreditar que ele foi muito humilde na reportagem e que realmente o gol foi calculado.



“Entre tapas e beijos”

 

Gabigol, você precisa resolver se você é ruim ou é bom. Toda vez que eu me encho de expectativas, você perde mais gol do que panfleteiro fica no vácuo. Quando a torcida pede pra você sair do time, você faz gol em vários jogos seguidos, e faz aquelas comemorações que nos conquista e nos ilude…



“E nessa loucura de dizer que não te quero, Vou negando as aparências, Disfarçando as evidências, Mas pra que viver fingindo, Se eu não posso enganar meu coração…SÓ SEI QUE ESTOU ILUDIDO!”

 

Muito iludido. Muito! Esse ano a gente tem que levantar um caneco. Em nome de Jesus!




Bônus:

 

Já posso imaginar a música do time do Athlético Paranaense saindo de Curitiba para vir enfrentar o Flamengo no maracanã.



“No dia em que eu saí de casa

Minha mãe me disse

Filho, vem cá!

Passou a mão em meus cabelos

Olhou em meus olhos

Começou a chorar”

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