“O beijo de Judas”

“O beijo de Judas”

Saudações, meus amigos Flacasters! Aqui é o André Zotês escrevendo mais um “Bardo Rubro Negro” para vocês. Então, vamos lá?

Antes de começar a escrever, nós sempre pensamos num assunto. Eu já tinha em mente falar mais especificamente sobre a partida contra o Furacão no Maracanã, mas o destino me reservou algo além: a saída de Abel Braga do comando da equipe rubro negra carioca. Realmente, acabou acontecendo antes da Copa América, mas acreditava que seria um pouco mais perto da competição sul americana de seleções. Só que o ambiente estava insustentável para o agora ex-técnico permanecer. E Abel foi “morto”, mas não por Caim, desta vez. Talvez, por si próprio, quando teimou em dar declarações polêmicas, desnecessárias e de encontro com a filosofia do clube. Talvez, por persistir com idéias (ou falta delas) ou peças no time, as quais não fizeram o mesmo engrenar até agora. E aí, entra também uma parcela de culpa dos próprios jogadores que aparentemente eram os únicos ao lado do ex-comandante. Se queriam ajudar o chefe por que cometeram tantas falhas bobas no setor defensivo? Por que tanta falta de pontaria nas finalizações? Por que esses bugs coletivos que tanto atrapalharam o desempenho em momentos inoportunos?

Bem, essas questões serão ou não respondidas ou desvendadas pela próxima comissão técnica. Mas, a verdade é que pode ser que o principal responsável por essa desordem seja a diretoria. Sim, em minha opinião não houve um correto planejamento, não analisaram bem as possíveis nuances que poderiam ocorrer ao escolherem trocar Dorival por um outro nome, tudo por capricho e meras questões políticas. Quando fizeram isso, deveriam ter optado por um nome dentro do esquema de jogo proposto atualmente, alinhado às características do elenco montado. As contratações foram de certo modo, condizentes com o DNA do Flamengo, com nosso jeito de jogar, embora tenha novamente ocorrido um certo desequilíbrio entre os setores. Sobretudo, faltou comunicação no clube – de novo ela, mas isso fica para um outro dia. Tanto que não houve demissão e sim um “pedir pra sair”, com direito a traição, “cagoete” e tudo o mais.

Falando em comunicação, me prolonguei demais na saída do Abelão (ele voltou a ser quando ocorreram os fatos acima) e não falei do jogo. Foi uma virada épica no final? Foi. Precisava ser assim? Não. Foram vistas alternativas, tentativas? Não e sim, já que voltamos a ter o velho esquema “Lorenzetti”, mas com peças erradas, porém um grupo que melhorou no quesito “virada de resultados adversos” em comparação às últimas temporadas. Lincoln mal teve tempo pra algo, Vitinho só correu, Rodinei foi um pouco melhor do que o Pará, mas isso não quer dizer nada; falando apenas das substituições. Piris perdeu uma boa chance e Thuler foi mal. Renê tava mal, mas no final, se redimiu. Arão foi regular. Gabriel Barbosa aquém outra vez. Diego foi péssimo, o que movimentou de novo a enquete: ele ou Arrascaeta? – que ficou no banco. Salvarem-se Diego Alves (boas defesas), Rodrigo “Rondinelli” Caio, Éverton Ribeiro (sempre tentando fazer diferente) e Bruno “Slayer” Henrique com mais um gol. E foi isso. Beijo sem ser de Judas e vamos aguardar os próximos capítulos.

OBS: Falando em Judas, escutem o Judas Priest, um Judas legal. Tem ainda a música “Judas Be My Guide” do Iron Maiden e a que me inspirou o título de hoje “The Kiss of Judas”, do Stratovarius.

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