O dia que Jesus quase infartou

O dia que Jesus quase infartou

Minhas quartas voltaram a ter significado. Eu até sorri no trabalho, corri atrás do ônibus me sentindo uma Rocky Balboa e deixei a atendente da Claro falar a mega promoção que ela tinha pra mim – é claro que eu neguei, mas eu neguei com um sorriso no rosto.

Nosso Flamengo voltou a campo – mesmo que de grama sintética – com técnico novo, esquema tático novo, Pará sequer viajou pra Curitiba e eu vi tudo isso enrolada no edredom – enquanto me solidarizava com o mirrado Renê jogando de luvas. Mas aí veio a escalação e o jogo começou.

Parte da torcida esperava a estreia do recém-chegado Rafinha e se deparou com Rodinei. Contava com uma tabelinha Diego e Arrascaeta, mas viu Diego no banco ao lado de menino Everton Ribeiro – este ainda vindo de lesão. Desejava ver um Flamengo mais criativo, com boa movimentação, mas encontrou um Flamengo dominado.

O Flamengo de Jesus estava sim mais combativo em campo, mais raçudo, porém também apresentava as mesmas falhas do seu antecessor: zaga ineficiente com Rodrigo Caio vendo o contra-ataque de um lugar privilegiado dentro de campo; Léo Duarte apático com cabelo descolorido deixando o torcedor mais confuso já que agora terá 3 cabelos loiros em campo; problemas na lateral; a velha dificuldade de chegar com risco real na área do adversário e não encarar o jogo como pique-bandeira onde o objetivo da partida é levar a bola até o outro lado e pronto.

O Atlhético –PR comandou a maior parte do jogo – principalmente pelas laterais – , sufocou na marcação, e se não fosse a linha de impedimento da nossa defesa e o VAR, o jogo teria sido merecidamente 4 a 1 pra eles. Vitinho com a sua mania de achar que a bola é um drone e basta chutá-la de fora da área pra São Judas Tadeu mandá-la pro gol; Gabriel Barbosa que voltou com a barba horrenda e continua suas encenações cavando um lugar na Malhação enquanto mantem a ótima MÉRDIA de 1 gol pra 30 perdidos – não a toa um camisa 9 é um dos objetivos de Jesus; e Rodinei (pausa) que me fez (pausa) pensar: talvez (pausa) a gente exija demais do Pará (pausa).

Os destaques do nosso time ficaram pro goleiro Diego Alves que balançou muito aquela franjinha fazendo boas defesas; Renê que correu 90 minutos no campo e compensou tudo o que Rodinei não fez do outro lado; e Arão que foi bem na sua função de trabalhar o amor através do ódio– ouso até dizer que tive mais amor, inclusive – e foi muito bem nos desarmes e até esnobou dando um toque de calcanhar em um lance de quase gol no 1º tempo.

E se o torcedor sofreu, Jesus sofreu mais ainda na beira de campo e foi o responsável por um dos pontos altos pra quem assistiu à partida pela TV, quando o repórter Eric Faria externou sua preocupação de JJ ter um infarto até o fim da temporada, demonstrando total falta de conhecimento da Bíblia, já que em caso de morte, Jesus retornaria sim, a tempo pro jogo da volta.

Mas de maneira geral, o resultado foi bem positivo pra gente porque uma vitória simples aqui no Maraca na próxima quarta nos garante na semifinal da Copa do Brasil. Jesus não venceu essa provação com louvor, mas só de não elogiar a arquitetura da Arena da Baixada na coletiva, já se mostra digno de um pouco mais de fé por parte da torcida


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