“Os outros somos nós”

“Os outros somos nós”

E aí, galera… Tudo na santa paz? Sou o André Zotês e estou de volta! Vocês devem estar se perguntando por que tão rápido. Eu explico: a partir de agora, estarei alternando textos com outra pessoa de nosso Flacast (não vou estragar a surpresa revelando quem será), até a volta de nosso velho companheiro Jefferson Montenegro, ausente ultimamente por motivos profissionais, com o seu FlaBarba.  Quando ele voltar, entra nesse esquema. Então, sem mais cerimônias, vamos prosear em mais um Bardo Rubro Negro?

No texto anterior, estávamos esperando ganhar um presente, afinal, a nossa torcida é uma mãe que sempre abraça o time, mas também dá bronca toda hora, hahahaha!!! A vitória veio e as mães flamenguistas tiveram um motivo à mais para sorrirem em seu dia e o Abel, um pouco, talvez. Sim, claro, foi contra a Chapecoense, que não me parece mais a velha Chape que foi tristemente desfeita por aquele fatídico acidente. Os catarinenses vêm flertando mais com o Z4 após a remontagem do elenco. A partida foi no Maraca, lotado e com mais um recorde de público, diga-se de passagem. Com dois detalhes: o Flamengo foi com o time B, já sendo projetado o confronto de meio de semana contra o Corinthians pelas oitavas da Copa do Brasil. E a partida foi disputada às 11h da manhã, num outono que não existe aqui no Rio de Janeiro.

Nesse gancho da meteorologia, o Fla jogou para o gasto. Sob um sol tradicionalmente carioca, foi um domingo onde além do Dia das Mães, deu praia. Os jogadores cumpriram com o protocolo, porém alguns se destacaram aproveitando a oportunidade. Os volantes Piris da Motta e Ronaldo, que deu uma assistência para o gol do Lincoln, outro que se destacou. Trauco pode entrar nessa lista tanto dos destaques como das assistências, já que participou do gol do Vitinho, mais um que aproveitou a chance. Ainda podemos falar do jovem Thuler, que desta vez jogou bem e do Berrío, incansável. Oremos para que as seguidas lesões o deixem em paz. Cabe ser dito que Rodrigo Caio e Diego Alves participaram do jogo. O arqueiro voltou de uma lombalgia, precisava ganhar ritmo. O defensor também, pela ausência causada por aquele choque que nos preocupou. Ah, teve o Diego no comando da equipe. Aqui é o ponto que gostaria de discutir com vocês…

Diego perdeu um pênalti sofrido pelo Lincoln. Na verdade, perdeu mais um em treze desde que passou a vestir o Manto. O quarto. Não é um número ruim, mas o problema é quando esses pênaltis foram perdidos. Abel disse que ele treinou somente faltas, então por que deixou ele cobrar? Acabou ouvindo algumas vaias quando foi substituído, por isso. E não fez uma apresentação ruim, foi apenas regular. Só que essa regularidade assombra de uma maneira negativa, em muitos momentos, a recente história de nosso clube. Eu falo da regularidade desse temido “Fantasma da Fase de Grupos” e agora das oitavas na Libertadores, do “cheirinho”, desse aparente desequilíbrio psicológico que afeta nosso desempenho  e que nos impede de alcançarmos mais. Está mais do que na hora de enxergarmos que não existem fantasmas, são frutos de nossa cabeça. Vamos botar a bola no chão e simplesmente jogar. Diego vai acertar, os gols vão sair mais tranquilamente, a defesa vai se encaixar (levamos mais um de bobeira), Abel vai ter a melhor escalação e definir a melhor estratégia. Enfim, como no filme “Os outros”, quando despertarmos, veremos que os fantasmas somos nós mesmos e libertos poderemos ter paz para praticarmos o futebol que sabemos que temos.

OBS: Não esqueci do Rodinei. Ele foi ele mesmo.

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