Pai é quem cria, marca, rouba a bola, erra apenas 3 passes e faz um gol

Pai é quem cria, marca, rouba a bola, erra apenas 3 passes e faz um gol


Quando bebê Nathan abrir os olhinhos vai se perguntar: “poha, eu pedi pra ser filho do CR7 e me enviaram pra ser filho do Arão?”

Se alguém chegasse pra mim e falasse que o Flamengo jogou e que William Arão não apenas fez um gol como foi um dos melhores da partida, eu diria: “pare por aqui porque nós sabemos muito bem quem é o pai da mentira”. Mas quem diria: no jogo da véspera de dia dos pais que teve Renato Portaluppi achando que o VAR fosse refil do Outback, o time do pai do Nathan levou a melhor sobre o time do pai da Carol Portaluppi: Fla 3 a 1 contra o Grêmio.

Falar que os quase 60 mil torcedores saíram com a mesma sensação dos 6 a 1 contra o Goiás seria forçar um pouquinho a barra que o Berrío puxa pra ficar grandão daquele jeito. Mas se no conjunto o time de Jesus ainda vem oscilando suas apresentações, o individual falou mais alto e mostrou que se JJ souber mexer direito as peças disponíveis – como aconteceu nesse jogo – a torcida pode lotar o Maracanã que a festa vai ser bonita.

Uma dessas peças é Gerson. O volante vem ganhando tanta confiança dentro do time que periga de até o final do contrato se tornar presidente do Flamengo. Nesse jogo inclusive, ele deu uma aula para Vitinho de como chutar bem de fora da área em um lance que só não foi gol porque a trave foi muito caprichosa.

Outro nome que mereceu destaque foi Bruno Henrique. Embora ainda não tenha conseguido voltar a balançar as redes, se movimentou muito bem pela esquerda sendo peça fundamental no 2º gol e em no mínimo mais duas jogadas de quase – e mostrou muito entrosamento com Arrascaeta.

Falando no uruguaio, seu único defeito foi ainda não ter conseguido manter a regularidade das partidas excepcionais que joga. O camisa 14 mostrou que deve ser sim apontado pelos guias como um dos pontos turísticos do Uruguai e não apenas balançou as redes no 2º gol como teve participação fundamental no 1º. Ainda nesse lance, o passe pro Arão foi tão bem feito, tão bem colocado que parecia que ele estava entregando um bebê nas mãos do papai da partida.

E o pai do Nathan, além de ter jogado bem na função de meia, desafiou as leis da lógica mais uma vez por ter, não apenas se tornado o jogador intocável do Flamengo – já que entra técnico e sai técnico, mas Arão permanece no time titular – como por ter completado a significativa marca de 200 jogos pelo time – e há 200 jogos continuar sendo odiado por parte da torcida.

Além deles, Felipe Luís ainda vem se adaptando à nova realidade, mas mostra que tem tudo para dar alegrias para a torcida em breve; e menino Everton – que mesmo não estando 100% – fez magistralmente o 3º gol e deixou o baby Guto bem orgulhoso do papai.

Por outro lado, Berrío continua sendo mais Hulk e menos Bruce Banner ao mostrar que é só questão de tempo até trombar em alguém e perder a bola; Marí, embora tenha sim qualidades como zagueiro, fez um pênalti absurdo que deixou a dúvida de que talvez a camisa do Grêmio tenha elastano no seu material; e Diego Alves que é o único profissional no mercado de trabalho que vem com a bio “pegar pênalti do CR7 é fácil, difícil é pegar do Galhardo”.

Foi uma vitória pra gente gritar “o campeão voltou?” Se levarmos em conta que enfrentamos o time reserva do Grêmio, não, mas foi o suficiente para continuarmos na briga com mais 3 pontos e mantermos o retrospecto positivo de sermos o único mandante com 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro, com sete jogos disputados.

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